Quando a saída é o trabalho remoto: como fica a segurança dos dados?

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O receio sobre o coronavírus ocasionou um aumento exponencial na prática de trabalho remoto -- a Ásia está liderando o que é o maior experimento de home office já visto no mundo. De fato, quem ainda achava que era impossível produzir trabalhando longe do escritório não teve outra opção a não ser aceitar que essa era a nova forma de operar. Antes mesmo da epidemia se instalar, a evolução do work from home/work from anywhere, em que colaboradores podem viver e trabalhar onde quiserem, desde que façam suas entregas, já era uma realidade.

Refletindo sobre as implicações relativas aos dados no contexto do aumento do remote working, o que tem atrapalhado é o trânsito entre o trabalho feito localmente, ou seja, nos nossos computadores, e a fonte: muita tecnologia ainda precisa ser envolvida para apresentar ou salvar o conteúdo com o qual precisamos trabalhar. A conectividade torna-se fundamental -- e o 5G virará a chave nesse jogo, mas isso ainda é um cenário futuro.

Considerando as coisas como são atualmente, um ponto a ser levado em conta é a segurança. Quando se está usando dados no escritório, normalmente assume-se uma rede contida da empresa, com um guarda-chuva de segurança da estrutura fixa. Em um contexto de home office, como é possível garantir a integridade dos dados corporativos?

Em empresas que sabem que dados são seu ativo de maior valor, se um descuido no trato de dados sensíveis ficar evidente, isso chega na mesa da gestão. Empresas que permitem o home office responsável empregam toda a sorte de ferramentas como bitlocker, criptografia no computador e até nos pendrives. E, se você o mesmo computador para trabalhar e para suas atividades pessoais, terá que abrir mão de alguma privacidade, pois a empresa vai monitorar tudo: as suas coisas pessoais e as que dizem respeito à empresa.

Portanto, empresas que flexibilizarem suas rotinas de trabalho no escritório, com funcionários longe dos recursos tecnológicos que forçam a aderência a políticas de segurança, precisam rever como tratam seus dados. Sem uma evolução do padrão de tecnologia, segurança e políticas associadas, vazamentos de dados e prejuízo para o cliente final se tornarão cada vez mais frequentes com o aumento do trabalho remoto. Epidemias à parte, este é um risco certamente real.

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Bruno Maia

Head de Inovação, SAS América Latina

Bruno Maia é formado em Ciência da Computação pela PUC-RJ. Tem grande experiência na indústria de software, com foco na área de vendas de soluções Analytics. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas como Oi, IBM e Oracle. Maia ingressou no SAS em 2012.

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